Cozinha exterior fechada: a partir de quando passa a ser uma marquise?
Uma cozinha exterior fechada com paredes ou vãos envidraçados é equiparada a uma varanda fechada, porque cria área de piso, além da implantação. Este guia explica em detalhe a distinção entre cozinha aberta e fechada, as suas consequências administrativas e o caso particular de um fecho parcial.
O que faz uma cozinha exterior passar a ser uma varanda fechada
Uma cozinha exterior fechada com paredes deslizantes ou vãos envidraçados é equiparada a uma varanda fechada: cria área de piso, além da implantação que já ocupava. Continua sujeita aos mesmos limites que qualquer construção (5, 20 ou 40 m²), mas passa a ser necessário verificar os dois valores — implantação e área de piso — e considerar o mais elevado dos dois.
Cozinha aberta vs. cozinha fechada: a distinção que muda tudo
Uma estrutura aberta na maioria dos lados não cria área de piso, mesmo que esteja coberta.

Pelo contrário, um fecho total com paredes ou vãos envidraçados é equiparado a uma divisão fechada, com todas as consequências regulamentares que isso implica.
O que isto muda nos seus procedimentos administrativos
Fechar uma estrutura quase sempre altera o aspeto exterior da casa no ponto de ligação, o que desencadeia, no mínimo, uma comunicação prévia, mesmo abaixo dos limites de área.
Outro ponto a antecipar: se a área total de piso da sua casa, incluindo a varanda fechada, ultrapassar 150 m², passa a ser obrigatório recorrer a um arquiteto para apresentar o pedido de licença.
Transformar a sua cozinha de exterior numa varanda fechada aumenta a área habitável da sua casa. Esta alteração deve ser declarada ao seu seguro multirriscos habitação; caso contrário, arrisca uma cobertura reduzida ou até a recusa de indemnização em caso de sinistro neste espaço.
Atenção
Fecho parcial (um ou dois lados): que estatuto?
Um fecho parcial é frequentemente considerado uma extensão ligeira, exigindo, no mínimo, uma comunicação prévia, consoante a área. Este ponto deve ser confirmado caso a caso junto do serviço de urbanismo da câmara municipal.
« Divisórias amovíveis ou retráteis não são um fecho definitivo. »
Na prática, a administração pode considerar um fecho como permanente desde que seja utilizado durante a maior parte do ano, mesmo que seja tecnicamente desmontável. O critério tido em conta é o uso efetivo, não apenas a reversibilidade técnica.
Ideia preconcebida
Os nossos conselhos para se manter na configuração mais simples
Se não pretende passar para o regime de varanda fechada, privilegie uma proteção amovível para resguardar o seu espaço de cozinha do vento, da chuva ou de olhares indiscretos: uma divisória retrátil, um toldo de braços articulados ou um resguardo amovível, em vez de um fecho fixo e permanente.
O ponto a ter em atenção, referido acima na ideia preconcebida: mesmo uma solução tecnicamente desmontável pode ser reclassificada como fecho permanente se permanecer instalada durante a maior parte do ano. Para se manter na configuração mais simples, é preferível dobrar ou retirar estas proteções fora dos períodos em que são realmente úteis.
Desta forma, mantém o conforto de um espaço protegido, sem alterar o enquadramento regulamentar da sua instalação.
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